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"Num momento de puro tédio, sem nada para fazer e sem ninguém para conversar, resolvi pegar o papel e a caneta que sempre foram meus melhores ouvintes.
Reclamei que não tinha ninguém para trocar algumas palavras, mas até que não foi de todo o mal, ninguém aqui perto seria bom o bastante para uma conversa aprofundada, ninguém seria mesmo capaz de entender.
Dessa vez, pensei em algo diferente do que costumava escrever, quando pegava o papel e ficava durante horas olhando-o. Não vou criticar o que acho errado e desnecessário, não vou tentar atingir ninguém com as minhas palavras, nem mesmo restaurar lembranças, que tanto lutei para colocá-las na minha lista de amnésia seletiva, e escrever sobre elas ou de como já senti um dia.
Mas parando para dar uma olhada geral para trás, vejo que nada mais é como era e que quase nada sobrou. Várias coisas foram embora, poucas coisas permaneceram. Mudaram tantas coisas, nem minha aparência é a mesma de alguns meses atrás. Nem meu interior é mais o mesmo. Se me perguntarem o que sobrou, direi que apenas os órgãos, o bom gosto musical e uma vontade de não sei o quê.
Depois de tentativas frustradas em várias áreas, o vazio se tornou meu melhor amigo, ou pelo menos, o que sempre está comigo, independente das situações. E repito, quase nada sobrou. Sendo assim, me questionei qual a razão de continuar nesse mesmo lugar. A partir daí, resolvi sair andando em busca de uma nova direção, deixando todos os pesos desnecessários no caminho, abandonando tudo aquilo que me atrasava e impedia minha evolução e minhas realizações. Sem nenhum peso na consciência.
Levantei da minha zona de “conforto” e saí em busca de um lugar melhor, de pessoas melhores, mas principalmente, do meu eu melhor. Fechei as janelas, tranquei as portas, doei as chaves e parti com meu vazio e meus fones de ouvido. Sem números de contatos no celular, sem endereço e sempre em frente.
Se por um acaso agora alguém resolver voltar, me ligar ou ir atrás de mim … Lamento, já fiz as malas. Já fui embora.


autor desconhecido
Muitas vezes damos importância demais para problemas que não afetam nossa vida em nenhum sentido. Muitas vezes ficamos assustados com o que vai acontecer com o nosso futuro, e esquecemos de que nem o passado nem o futuro importam, apenas o presente. Apesar de todos os problemas, todas as confusões, nunca deixe seu presente ser abalado. Aliás, a vida é uma só, e não existe passado nem futuro depois que morremos, pois ela é feita apenas de presente. Então viva o hoje e seja feliz enquanto há tempo.
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